sábado, 30 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
Coluna do João Gilberto
Um rapaz novo e eu observava a forma como tratava seu avô. Não me agrada a falta de modos com que certos jovens falam com seus parentes mais velhos. Antes de tratar mal, de forma injustificada, deveriam bater com a cabeça na parede. Explico. Aqueles que amamos são como partes de nosso corpo, então, tratar mal a um avô ou a uma mãe deveria ser equivalente a maltratar o próprio corpo, o que geralmente ninguém faz. Claro, sei que há casos e casos. Há pais e mães que não merecem assim serem chamados. Nos tempos de pós-modernidade, nem sempre ou quase nunca idade significa sabedoria. Entretanto, eu me recordo da sabedoria chinesa, algo assim: quem não cuida de seu corpo e não reverencia seus mestres corre perigo. Na Antiga China, o atributo principal de um homem, antes da riqueza ou do sucesso pessoal, era ser um bom filho. Então, creio que tratar mal a um parente carinhoso é um ato de covardia - de pessoas que tratam mal à irmã ou à mãe e são humildes e pusilânimes com superiores e autoridades...
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Prêmio Monografia Centro Celso Furtado
Prezados Colegas,
O Centro Internacional Celso Furtado lançou um concurso de monografias destinado a graduandos sobre um aspecto da obra de Celso Furtado, dotado de 3 prêmios no valor de 5 mil, 2,5 mil e mil reais. Prazo final para entrega dos trabalhos dia 12 de agosto de 2011. Precisões e informações complementares no link:
http://centrocelsofurtado.org.br/interno.php?cat=2&lg=pt&it=144&TpPag=1&mat=115
terça-feira, 12 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
Na tv, mais uma luta de MMA. Ouço com frequência comentários do tipo: "coisa de animais", "barbaridade" entre outras, pouco elogiosas. Não tenho como retrucar, nem quero. Mas penso sempre no monte de barbaridades que existem no mundo. Os caras são lutadores experientes e preparados para isso. Há normas e assistência médica aos competidores. Quem trabalha há horas de distância, enfrentando condução cheia e salário miserável, não está certamente em situação melhor. Sem falar de trabalhadores de minas de carvão, salinas, cemitérios, docas e assim por diante. O mundo das artes marciais já fez muita gente rica e famosa, pois desde que mundo é mundo a agressividade une homens e animais.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
Alguns ganham a vida às custas de pancadaria, são os lutadores de diferentes modalidades de artes marciais que, para muitos, não têm nada de artístico. Há os que trabalham em atividades edificantes, valorizadas socialmente, mesmo que a remuneração não seja compatível, é o caso dos professores. Seja como for, todos precisam ganhar o sustento, o pão nosso de cada dia. O trabalho tornou-se algo tão fundamental na vida das pessoas que todo mundo é aquilo que trabalha: sou advogado, sou engenheiro, sou padeiro, enfim, todos dizem ser e não estar. Há profissões muito agradáveis e rentáveis, sem contar aqueles que são patrões e podem desfrutar os confortos da vida. Tudo o que estou dizendo até agora é perfeitamente óbvio. Esta semana recebi muitos elogios e algumas críticas a meu trabalho de professor. Tenho a consciência de que faço o melhor possível, independentemente de qualquer coisa, esta é minha filosofia de vida. Aprendi no zen budismo a colocar minha consciência em tudo o que faço. Hoje, novamente, ponho minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente... durmo bem, reflexo do bem que procuro cultivar...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Centenário Machu Picchu
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Betty Milan, Colunista da Revista Veja
Betty Milan, Colunista da Revista Veja
Simpósio USS
O vigor por que passa a historiografia brasileira dedicada ao período colonial tem levado os historiadores a encarar temas clássicos da história do Brasil com novos olhares, novas abordagens, novas perspectivas. Temas como a administração, o comércio, as lutas políticas são revisitados pelos historiadores que têm oferecido alternativas a certas concepções vistas até então como estabelecidas. Assim, as relações comerciais, tantas vezes analisadas em suas relações com a metrópole, passam a ser captadas não apenas com espaços internos da colônia, mas com outros espaços coloniais do imenso império marítimo português. As instituições da governança, como as Câmaras Municipais, as Misericórdias, as Milícias, Provedorias e Juntas da Real Fazenda, outrora vistas como meras reproduções de suas congêneres européias são estudadas, mais recentemente, como instâncias dotadas de dinâmica própria. De outra parte, as lutas políticas, que ganharam expressão nos conflitos de jurisdição, nas rebeliões, nos quilombos, e nas Inconfidências no apagar do século das luzes, não mais podem ser encaradas como conflitos que opõem irremediavelmente interesses metropolitanos e interesses coloniais. A mesa “Instituições, comércio e tensões políticas: abordagens do Brasil Colonial” pretende reunir trabalhos que estejam antenados com esses temas e que pautem, sobretudo, pela diversidade de abordagens sobre a América portuguesa.
Comentador da Mesa:
Renato Franco, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História Social da USP. Pesquisador e Professor da FGV. renfranco@gmail.com
Coordenadores da Mesa:
Luiz Guilherme Scaldaferri Moreira, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH –UFF). Professor da Universidade Veiga de Almeida. lgmoreira@ig.com.br
Marcello José Gomes Loureiro, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS–UFRJ).marcelloloureiro@yahoo.com.br
Gefferson Ramos Rodrigues, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH–UFF). geffersonhistoria@yahoo.com.br
terça-feira, 28 de junho de 2011
Coluna do João Gilberto
O MUNDO PELA ÓTICA DOS OBJETOS
A professora Lourdes é coordenadora do curso de design. Fiz uma cópia de um filme que assisti, Reflexões de um Ventilador, e deixei o seguinte bilhete:
"Este é um filme alternativo, o que significa dizer objetivamente: agrada uns e desagrada a outros, provavelmente, em maior número. Mas quando o assisti, pensei em algo que pode ou deve ser compreendido somente por um designer. O homem produz coisas, expressando suas múltiplas facetas: o objeto é a exteriorização da multiplicidade humana - creio, com a devida vênia dos especialistas. Mas, e se fosse possível ver o mundo por meio dos objetos? Algo que somente a ficção permite: o nosso mundo pela ótica de um liquidificador. Como diria a galera da primeira idade: sinistro, não?"
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Coluna do João Gilberto
Coluna do João Gilberto
RIMEI!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Eventos

Lançamento do livro do professor Luiz Guilherme Scaldaferri Moreira: "MOREIRA, Luiz Guilherme Scaldaferri & CARNEIRO, Janderson Bax. Os índios na história da Aldeia de São Pedro de Cabo Frio – séculos XVII-XIX. Rio de Janeiro: Grafline, 2010".
Local: Feira Forte no dia 24 de Junho às 17 horas no Stand da Biblioteca Pública de Cabo Frio – Walter Nogueira.
domingo, 29 de maio de 2011
Coluna do João Gilberto
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Coluna do João Gilberto
domingo, 15 de maio de 2011
Entrevista do Professor Luíz Guilherme no Jornal "O Fluminense"
Como personagem da reportagem, fui um dos entrevistados, quero mostrar a TOTAL repulsa pela mesma. Ñ disse que o magistério tem bons salários. Todos, inclusive eu, que trabalho no magistério já a uma década, sabemos da péssima remuneração da categoria. A repórter, para além das inverdades, poderia ter checado as informações, vendo assim que tal "afirmativa" não se sustentaria!
Coluna do João Gilberto
Turismo no céu
Ela abriu o porta-malas e chamou o rapaz da portaria. Ele atirou o imenso saco sobre as costas e se foi. Não resisti e fui perguntar o que era. Soube, então, que era ração de cachorro. Olhei a coordenadora/professora do curso de turismo e agradeci em nome de bichos que mal conheço. É reconfortante saber que existe gente boa no mundo. É verdade, há quem não goste e diga que instituições de ensino não são lugar para animais. Bem, as instituições que conheço são cheias deles, tal como a UFF ou a UFRJ – de tantos gatos e cachorros. Se o homem está destruindo sistematicamente o planeta, o mínimo que podemos fazer é fazer a nossa parte. A visão do intelectual como uma pessoa fria e insensível deve ser relegada aos filmes de terror do passado. O espírito de caridade é uma das características mais sublimes do ser humano. E foi emocionante ver as demonstrações de amizade de vários cachorros durante as enchentes da Região Serrana – eles são amigos leais e desinteressados. Assim, lidar com animais e com a natureza estimula nossa união com o planeta. É um trabalho pedagógico de resgate da alma. A coordenadora de turismo receberá, um dia, belos passeios no céu por conta de sua generosidade.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Coluna do João Gilberto
Fui solicitado a escrever mais uma vez para o blog do curso de história. E me senti um contador de histórias. Pensei em comentar alguma coisa da República Velha, embora tenha ficado tentado a discutir a relação entre a memória, a pessoal, e o trabalho do professor de história. Dizem os educadores que o ensino não pode se basear na memorização. Lembrei-me, então, de Rui Barbosa, personalidade destacada no período inicial republicano. O Águia de Haia era de uma capacidade mnemônica impressionante, entre outros atributos intelectuais. A memória é fundamental, com a devida licença dos que discordam. Precisei muito dela esta semana, para tratar de temas tão distintos quanto o funding loan, a pós-modernidade de Bauman ou as realizações do imperador Fuxi.
Não quero falar também de memória, que só me traz lembranças. Talvez pudesse mencionar quanto o outono me deixa nostálgico – um assunto por demais pessoal. Eu não falei de Nair de Tefé na aula de Brasil III ou do fascinante casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Hum... Talvez fosse melhor escrever sobre as paródias à presidenta Dilma feitas pelo grupo Kibe Loco. Rir é fundamental. Eu disse isso na aula de sociologia de educação: quem lida com crianças não envelhece. Mêncio já dizia que o grande homem é aquele que não perdeu o coração de menino. É... eu acabo de me lembrar que tenho que me arrumar para trabalhar. Meus quinze minutos para escrever uma crônica ou algo parecido terminaram.
Coluna do Guilherme Guaral
Lições da grama do meu Jardim
Um dos grandes orgulhos que eu e minha esposa cultivávamos até meados de 2008 eram o gramado e o jardim de nossa casa. Por conta da demanda dos filhos adolescentes resolvemos que o nosso condomínio estava meio distante dos acontecimentos da cidade e resolvemos alugar nossa casa e partir para morar no centro. A vida é feita de escolhas e resolvemos sair temporariamente do que era nosso e viver mais próximo do trabalho e da escola dos filhos.
O ano de 2009 foi bastante turbulento, mas cheio de aprendizagens e lições. O filho mais velho passou para a faculdade e começamos a sentir saudades de estar em casa. Resolvemos voltar no finalzinho de 2009. Quando estávamos fazendo a mudança reparamos que o nosso orgulho tinha sido destroçado. Obra de dois cachorros enormes que nossos inquilinos possuíam. O mato reinava e os buracos davam a sensação que estávamos num campo de pelada arrasado pela falta de cuidado.
Eram tantas as tarefas de recuperação que o gramado e o jardim ficaram um pouco de lado. Minha esposa mais paciente do que eu, voltou a cuidar. Chamamos um funcionário do condomínio e eliminamos o mato. Os buracos, entretanto permaneciam e um restinho teimoso de grama espalhava-se pela parte em frente da casa.
Determinado e com senso prático resolvi comprar alguns metros de brita zero e praticamente eliminei o que era grama com a dureza do material da rocha. A concretude das pedras dava um clima árido ao cenário, mas permitia que andássemos sem tropeçar nos buracos.
O ano de 2010 ia correndo sem grandes novidades ou acontecimentos impactantes. Um fato, entretanto despertou minha atenção. No meio das pedras, a grama começou a nascer e independente da dureza da brita foi encontrando espaço e germinando. Assim como as idéias e novos projetos foram germinando na minha cabeça a grama do meu jardim mostrou que era preciso tomar uma atitude. Tinha pedra demais naquele caminho!
O Projeto da novela surgiu numa noite de festa, quando um dos fundadores da Jovem Tv me contou o sonho que ele tinha em produzir novelas, seriados, programas com dramaturgia. Era a grama querendo nascer entre as pedras dos interesses políticos e das bandeiras que estigmatizam as TVs da cidade em colorações personais e partidárias.
A idéia reacendeu meu desejo de atuar culturalmente na cidade. Achava que a brutalidade da “brita” tinha exterminado essa minha vontade, mas o “gramado” de novos horizontes me impulsionou a seguir adiante, a navegar em águas mais profundas.
Com isso passei a cultivar a novela e o meu jardim. Um movimento alimentava o outro. Resolvi ir retirando as pedras para a grama ganhar espaço. Uma trabalheira danada, mas a grama foi respondendo, queria e quer nascer de qualquer jeito. Comprei terra preta, rego todas as noites e tiro pedras quase todo dia. Assim como atuo como produtor, resolvendo questões, auxiliando e motivando a equipe que já conta com mais de sessenta pessoas.
Outra coisa que aproximam os dois cultivos é o fato de que ali, regando a grama e as flores, os personagens se manifestam em minha mente. Os diálogos brotam e os personagens vão se entrelaçando numa trama que está até mesmo me surpreendendo. Na paciência do cultivo e no contato com a terra, com a água, com as flores e a grama vou ajudando a força da natureza a ganhar seu espaço na luta contra a aparente força da pedra bruta.
Aprendi e aprendo todas as noites que para conseguir realizar nossos sonhos é preciso tomar atitude, ter coragem, ter oração, ter fé e arregaçar as mangas. Cultivar, cuidar, adubar e alimentar. Às vezes, na pressa ou na ansiedade arranco junto com as ervas daninhas grama que quer nascer. Coisas do percurso. Não desanimo e procuro replantar a grama afetada ou jogar de lado, pois talvez ela não esteja pronta, naquele momento, para o meu jardim.
Vamos em frente, sempre, muito trabalho ainda está por ser realizado, talvez o jardim não se torne tão maravilhoso como nós desejamos, mas com o cuidado que estamos tendo, me faz acreditar que as flores serão admiradas e respeitadas. O zelo, a paixão e a responsabilidade extrema nos garantem que tanto o meu jardim quanto a nossa novela vai florescer e nos dar muitas alegrias, nunca esquecendo que temos muitas pedras para retirar nesse caminho.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Coluna do Guilherme Guaral
Ideologia e ideologias na visão do jovem
Quando falamos sobre jovens o primeiro sentimento que salta aos olhos é a impaciência. Talvez, seja esse um dos principais sintomas que atesta nosso envelhecimento.
A adolescência é aquele período onde explodimos em dúvidas e espinhas, alimentados por um complexo de superioridade que mascara um complexo maior de inferioridade ou vice-versa. Não cabemos em nossas roupas, em nossos desejos e as perspectivas de crescer e assumir responsabilidades nos assusta e afugenta. Existem casos atualmente que a adolescência está sendo prorrogada até os trinta anos. O conforto do lar e a segurança que os pais oferecem, aliados ao sustento financeiro adiam, em muitos casos essa tomada de posição amadurecida.
Percebendo essas questões fica um pouco mais fácil tentar desvendar as angústias que cercam os meninos e meninas que estão passando por esse difícil “rito de passagem”. Tenho trabalhado com adolescentes há mais de dez anos, dando aulas e apresentando espetáculos teatrais. Com esse contato mais próximo pude me envolver mais com a realidade juvenil e de forma catártica reviver minha adolescência. Discutindo problemas e grilos dos meus alunos analisei os meu próprios grilos que ficaram ecoando por tanto tempo.
Falando com eles e para eles percebi que está faltando motivação ideológica para essa enorme população que se encontra na faixa dos 13 aos 18 anos (teoricamente, mas com algumas exceções). A frase de Cazuza nos anos 80 nunca pareceu tão apropriada: - “Ideologia, eu quero uma para viver!”.
Nossos jovens também estão envolvidos nesse dilema, mas, em muitos casos, verifiquei com certa tristeza, que o problema é maior do que eu imaginava, pois, muitos adolescentes não fazem questão de ter ou buscar uma ideologia que lhes preencha a alma. Os jovens, em sua maioria demonstram não necessitar dessa força operante que envolva idéias e ações para levar a sua vida a diante. A ideologia que é buscada é a do bem-estar próprio, satisfação dos desejos e a acomodação de não se preocupar com nada que não seja a sua própria vida.
Valores éticos e morais nem se fala! Arrumar a cama, manter o quarto em ordem, pedir a benção dos pais, ajudar os mais necessitados, nem passa pela cabeça da grande maioria dos nossos jovens, futuros cidadãos ativos de nossa Nação.
É claro que, nesse momento em que estou escrevendo muitos jovens me contradizem, fazendo movimentos solidários e encontrando sentido para suas vidas, auxiliando o próximo, levantando bandeiras nas áreas da Ecologia, da Educação ou das Artes. Infelizmente eles ainda são poucos. A mídia estimula o individualismo a qualquer preço. Vivemos sob o lema “Não tenho tempo a perder só quero saber do que pode dar certo!”. Quem procura outros caminhos está navegando sozinho nesse oceano do mundo capitalista que é desumano ao extremo. Mesmo remando contra a maré é urgente e preciso insistir em contrariar o referencial estabelecido pelo mundo globalizado e procurar partir em busca de movimentos que sejam generosos sobretudo com os que estão de fato necessitando de nosso carinho, ajuda e principalmente atenção.
Nesse quadro atual, arrisco a dizer que um dos problemas centrais, ou melhor o problema fundamental é o afastamento do ser humano de maneira geral e dos jovens por extensão, em buscar a Deus. Essa pseudo auto-suficiência que alguns jovens “arrotam” com certo ar blasé e expressão de arrogância demonstra que as instituições educacionais, que são a família, a escola, os espaços de aprendizagem diversos (cursos de idiomas, escolhinhas de esporte ou artes) não investem nessa perspectiva de proporcionar a reflexão do que é fundamental para qualquer Homem: o de ter um encontro com Deus. Não falo aqui em uma determinada religião ou seita, cada um deve encontrar a sua, mas não se pode ficar adiando por muito tempo essa possibilidade concreta de experimentar a Graça divina que é ter Deus no coração e externalizar isso em ações, palavras e sentimentos. O que assistimos, atualmente é o inverso e quem fala de Deus e sua presença é taxado de careta, reacionário e fanático. Se essas discussões voltarem a ser tema durante as aulas (não em todas, claro, por que ninguém vai agüentar, mas com certa periodicidade) poderemos, nós educadores auxiliar numa formação que amplie o conceito de ser cristão e a vocês jovens evitarem tanto sofrimento e “cabeçadas” desnecessárias nessa vida que já é por demais fria e pragmática.
Quando escrevemos não temos muita dimensão do alcance que os nossos textos terão. Esse ato isolado a frente de um teclado e do monitor de um computador é um movimento inicial, carregado de ideologias e idéias. Quando escrevo, desejo transformar o mundo, a partir de mim mesmo e através dessas páginas de jornal aqueles que dedicaram a atenção a este artigo. Essa pequena revolução acontece como uma onda, tímida, mas insistente, que espero ver se transformar em ideal de vida para alguém que estiver a essa altura da leitura concordando com as coisas que escrevi. Quem sabe assim conseguiremos multiplicar sonhos, projetos, ações e assim melhorarmos nossa casa, nossa escola, nosso bairro, nossa cidade, nosso país e nosso mundo.