terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Artigo do Aluno Adriano Chagas sobre as Escavações no Sambaqui das Palmeiras
domingo, 4 de setembro de 2011
Entrevista do Professor da Uva Luiz Guilherme Para o Intertv
Sítio arqueológico é encontrado em Cabo Frio; historiador explica origem dos Sambaquis
“É muito difícil encontrar ossadas neste estado de conservação, eles foram os primeiros povos que habitaram a Regiao dos Lagos, antes de Cabral”.
Os Sambaquis, povos indígenas que habitavam o litoral brasileiro, viveram há 7 mil anos atrás nessa região, sobreviviam da pesca, caça e levavam uma vida semelhante a dos índios. E estamos entrando nesse assunto porque foi encontrada, em Cabo Frio, mais uma ossada de Sambaqui. E o novo sítio arqueológico se localiza no terreno onde deve ser construído um shopping.
O sítio arqueológico foi descoberto no bairro Novo Portinho, em Cabo Frio, na área onde deve ser construído um shopping. Escavando a terra, pesquisadores tiveram uma surpresa: encontraram uma ossada humana de mais de 2.000 anos.
As escavações já revelaram algumas surpresas, entre elas um esqueleto, que pelo tamanho da cavidade dos olhos e da bacia, deve ter sido de uma mulher. Há sinais de flechas no peito e na mão, talvez a causa da morte. E o melhor: o esqueleto está quase completo, algo muito difícil porque as ossadas encontradas em sambaquis são pré-históricas. A estimativa é que a ossada tenha entre 2.000 e 2.500 anos.
O trabalho é delicado, minucioso e exige paciência. A terra tem que ser removida com cuidado e depois ainda é peneirada para recolher objetos pequenos que tenham escapado aos olhos atentos e treinados das arqueólogas.Durante as escavações também foram encontrados pedaços de flechas, de equipamentos de trabalho e uma agulha de osso, um instrumento que não era comum para os Sambaqueiros. Ela, junto com outros fragmentos achados no local, comprovam a convivência longa e pacífica com outro grupo de nativos vindos do centro-oeste do país: os agricultores Ceramistas da tradição Una.
A pesquisa está sendo acompanhada e registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As gravações vão virar um documentário sobre os Sambaquis. As escavações ocorrem apenas em 10% do sítio arqueológico. Os outros 90% estão protegidos pelo Iphan. O material recolhido vai ser levado para o Laboratório de Arqueologia Brasileira. De acordo com a assessoria de comunicação, o projeto do shopping está em fase de licença de instalação, que é dada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Há duas semanas, uma outra ossada humana tinha sido encontrada em Saquarema. O proprietário de uma casa fazia reparos no terreno quando encontrou todo o material no quintal. Segundo especialistas, a área deveria ter sido um Sambaqui, local de moradia temporária de comunidades muito antigas. A ossada tem cerca de 4.000 anos. Técnicos do Museu Nacional e do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) fazem a análise dos ossos.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Mais sobre A Cidade Perdida dos Incas
O sítio arqueológico, no alto de uma montanha conhecida como Cerro Victoria, já havia sido avistada por Frost e pelo explorador americano Scott Gorsuch em 1999. Foram preciosos dois anos de preparação logística para difícil expedição (também financiada pela National Geographic Society), que aconteceu em junho do ano passado, mas foi divulgada apenas agora. "Esse lugar nos oferece amplas perspectivas: ele guarda resquícios da presença inca desde o início até o último suspiro de sua civilização", avalia Frost. "Se chegaram aqui, os espanhóis entraram apenas na área mais ao sul da cidade".
Nenhuma das cidades já estudadas na região de Vilcabamba mostrou até hoje evidências de ter sido o derradeiro baluarte dos incas, mas o Cerro Victoria é o maior e mais significativo sítio inca descoberto desde que o arqueólogo Gene Savoy atingiu as ruínas da cidade de Vilcabamba La Vieja, perto dali, em 1964. A "disposição urbana" do alto do Victoria apresenta um conjunto de edifícios circulares, além de muros, plataformas cerimoniais, estradas, canais de água, barragem, terraços de cultivo, túmulos repletos de artefatos incaicos e uma pirâmide semidestruída. A chave do enigma está na interpretação de peças de cerâmica de dois períodos muitos distintos: a de cerca de do ano 1200, época da ascensão do império, e a de meados do século 16 (fase final da luta de Tupac Amaru contra a tirania espanhola). "A montanha guarda um enorme conjunto de relíquias arqueológicas", comenta o arqueólogo Zegarra. "O lugar promete fornecer novas e valiosas pistas sobre a ocupação nessa área remota", completa o pesquisador Johan Reinhard, bolsista da National Geographic Society.
Período Pombalino por Rainer Souza
No século XVIII, a vanguarda iluminista estabeleceu transformações notáveis nos modos de administração de várias das monarquias europeias. Inspirados pelas noções de razão e progresso calcados por esse movimento, reis, rainhas e ministros do Velho Mundo empreenderam medidas que procuravam aprimorar o aparelho administrativo e a economia de seus Estados. Seguindo essa tendência, o rei de Portugal, D. José I, indicou Sebastião Carvalho e Melo, marquês de Pombal, como ministro.
Pretendendo sanear a deficitária economia de seu país, o novo ministro combinou ações que reforçavam as práticas mercantis no espaço colonial e dinamizavam o funcionamento da administração nacional. Tomado por essas metas de cunho transformador, o marquês de Pombal enfrentou séria oposição proveniente da nobreza e do clero lusitano, que nem sempre foram prestigiados com as reformas por ele estabelecidas.
Visando o aumento das atividades econômicas no Brasil, ele determinou a criação de companhias de comércio no Grão-Pará, Paraíba e Pernambuco. Na região norte, estimulou a ampliação das plantações de algodão que poderiam atender a crescente demanda oriunda da Inglaterra. Na região das minas, os mecanismos de controle e cobrança foram reforçados e a derrama estipulada como uma cobrança compulsória feita sobre os impostos atrasados dos mineradores de uma mesma região.
Com relação à atuação dos jesuítas, Pombal imprimiu séria perseguição por achar que esses clérigos causavam sério prejuízo tanto em Portugal como no Brasil. Na visão do marquês, o predomínio jesuíta na educação portuguesa impedia o desenvolvimento de uma imprescindível mentalidade modernizadora. No Brasil, a sua influência junto aos índios, a produção de riqueza realizada no interior das missões e os conflitos contra os colonos (como a Guerra Guaranítica, de 1750) ameaçavam a autoridade metropolitana.
Desse modo, apesar da imensa polêmica gerada, Pombal estabeleceu que os jesuítas fossem expulsos do Brasil e que os mesmos não tivessem frente das instituições de ensino. Com relação a essa mesma questão, o marquês de Pombal implantou o subsídio literário, um novo imposto que iria sustentar a contratação de professores sem ligações com a Igreja. Ao longo do tempo, esse projeto de reforma educacional acabou não surtindo o efeito esperado.
Entre outras ações de Pombal, devemos destacar que ele foi o responsável pela extinção definitiva das capitanias hereditárias no Brasil e proibiu definitivamente a escravidão indígena na colônia. Além disso, estipulou que a distinção realizada entre cristãos e cristãos-novos fosse definitivamente extinta. Com isso, ele buscou centralizar a estrutura administrativa aplicada à colônia e diminuir as tensões que pudessem produzir alguma espécie de prejuízo ao governo de Portugal.
Apesar de seus esforços, Pombal não resistiu à grande influência que a Inglaterra tinha junto as questões políticas e econômicas de Portugal, e nem mesmo suportou a clara oposição dirigida por clérigos e nobres. Não por acaso, após a morte do rei D. José I, em 1777, e a chegada da rainha D. Maria I, A Louca, um fato político conhecido como “viradeira” impôs a destituição do marquês de Pombal e a anulação de várias ações administrativas por ele tomadas.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
José Murilo de Carvalho no programa do Jô
José Murilo de Carvalho - O historiador, atualmente professor de História do Brasil da UFRJ.
José Murilo fala sobre democracia, cidadania e sobre seu projeto de resgatar panfletos da época da Independência do Brasil.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Primeiro encontro regional da ABPN na baixada litoranea
A ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as)), realizará nesta sexta (19) e neste sábado (20), o 1º Encontro Regional na Baixada Litorânea na cidade de São Pedro da Aldeia.
Serão abordados temas como "O contexto atual da das políticas públicas...", "Mulheres jovens Afrodescendentes e igualdade de tratamento" e grupos de trabalhos: Cultura mídia e população negra, Educação e relações etnicorraciais, Memória e história de Negros, entre outros.
sábado, 30 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
SUICÍDIO
Coluna do João Gilberto
Um rapaz novo e eu observava a forma como tratava seu avô. Não me agrada a falta de modos com que certos jovens falam com seus parentes mais velhos. Antes de tratar mal, de forma injustificada, deveriam bater com a cabeça na parede. Explico. Aqueles que amamos são como partes de nosso corpo, então, tratar mal a um avô ou a uma mãe deveria ser equivalente a maltratar o próprio corpo, o que geralmente ninguém faz. Claro, sei que há casos e casos. Há pais e mães que não merecem assim serem chamados. Nos tempos de pós-modernidade, nem sempre ou quase nunca idade significa sabedoria. Entretanto, eu me recordo da sabedoria chinesa, algo assim: quem não cuida de seu corpo e não reverencia seus mestres corre perigo. Na Antiga China, o atributo principal de um homem, antes da riqueza ou do sucesso pessoal, era ser um bom filho. Então, creio que tratar mal a um parente carinhoso é um ato de covardia - de pessoas que tratam mal à irmã ou à mãe e são humildes e pusilânimes com superiores e autoridades...
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Prêmio Monografia Centro Celso Furtado
Prezados Colegas,
O Centro Internacional Celso Furtado lançou um concurso de monografias destinado a graduandos sobre um aspecto da obra de Celso Furtado, dotado de 3 prêmios no valor de 5 mil, 2,5 mil e mil reais. Prazo final para entrega dos trabalhos dia 12 de agosto de 2011. Precisões e informações complementares no link:
http://centrocelsofurtado.org.br/interno.php?cat=2&lg=pt&it=144&TpPag=1&mat=115
terça-feira, 12 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
Na tv, mais uma luta de MMA. Ouço com frequência comentários do tipo: "coisa de animais", "barbaridade" entre outras, pouco elogiosas. Não tenho como retrucar, nem quero. Mas penso sempre no monte de barbaridades que existem no mundo. Os caras são lutadores experientes e preparados para isso. Há normas e assistência médica aos competidores. Quem trabalha há horas de distância, enfrentando condução cheia e salário miserável, não está certamente em situação melhor. Sem falar de trabalhadores de minas de carvão, salinas, cemitérios, docas e assim por diante. O mundo das artes marciais já fez muita gente rica e famosa, pois desde que mundo é mundo a agressividade une homens e animais.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Coluna do João Gilberto
Alguns ganham a vida às custas de pancadaria, são os lutadores de diferentes modalidades de artes marciais que, para muitos, não têm nada de artístico. Há os que trabalham em atividades edificantes, valorizadas socialmente, mesmo que a remuneração não seja compatível, é o caso dos professores. Seja como for, todos precisam ganhar o sustento, o pão nosso de cada dia. O trabalho tornou-se algo tão fundamental na vida das pessoas que todo mundo é aquilo que trabalha: sou advogado, sou engenheiro, sou padeiro, enfim, todos dizem ser e não estar. Há profissões muito agradáveis e rentáveis, sem contar aqueles que são patrões e podem desfrutar os confortos da vida. Tudo o que estou dizendo até agora é perfeitamente óbvio. Esta semana recebi muitos elogios e algumas críticas a meu trabalho de professor. Tenho a consciência de que faço o melhor possível, independentemente de qualquer coisa, esta é minha filosofia de vida. Aprendi no zen budismo a colocar minha consciência em tudo o que faço. Hoje, novamente, ponho minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente... durmo bem, reflexo do bem que procuro cultivar...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Centenário Machu Picchu
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Betty Milan, Colunista da Revista Veja
Betty Milan, Colunista da Revista Veja
Simpósio USS
O vigor por que passa a historiografia brasileira dedicada ao período colonial tem levado os historiadores a encarar temas clássicos da história do Brasil com novos olhares, novas abordagens, novas perspectivas. Temas como a administração, o comércio, as lutas políticas são revisitados pelos historiadores que têm oferecido alternativas a certas concepções vistas até então como estabelecidas. Assim, as relações comerciais, tantas vezes analisadas em suas relações com a metrópole, passam a ser captadas não apenas com espaços internos da colônia, mas com outros espaços coloniais do imenso império marítimo português. As instituições da governança, como as Câmaras Municipais, as Misericórdias, as Milícias, Provedorias e Juntas da Real Fazenda, outrora vistas como meras reproduções de suas congêneres européias são estudadas, mais recentemente, como instâncias dotadas de dinâmica própria. De outra parte, as lutas políticas, que ganharam expressão nos conflitos de jurisdição, nas rebeliões, nos quilombos, e nas Inconfidências no apagar do século das luzes, não mais podem ser encaradas como conflitos que opõem irremediavelmente interesses metropolitanos e interesses coloniais. A mesa “Instituições, comércio e tensões políticas: abordagens do Brasil Colonial” pretende reunir trabalhos que estejam antenados com esses temas e que pautem, sobretudo, pela diversidade de abordagens sobre a América portuguesa.
Comentador da Mesa:
Renato Franco, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História Social da USP. Pesquisador e Professor da FGV. renfranco@gmail.com
Coordenadores da Mesa:
Luiz Guilherme Scaldaferri Moreira, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH –UFF). Professor da Universidade Veiga de Almeida. lgmoreira@ig.com.br
Marcello José Gomes Loureiro, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS–UFRJ).marcelloloureiro@yahoo.com.br
Gefferson Ramos Rodrigues, Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH–UFF). geffersonhistoria@yahoo.com.br
terça-feira, 28 de junho de 2011
Coluna do João Gilberto
O MUNDO PELA ÓTICA DOS OBJETOS
A professora Lourdes é coordenadora do curso de design. Fiz uma cópia de um filme que assisti, Reflexões de um Ventilador, e deixei o seguinte bilhete:
"Este é um filme alternativo, o que significa dizer objetivamente: agrada uns e desagrada a outros, provavelmente, em maior número. Mas quando o assisti, pensei em algo que pode ou deve ser compreendido somente por um designer. O homem produz coisas, expressando suas múltiplas facetas: o objeto é a exteriorização da multiplicidade humana - creio, com a devida vênia dos especialistas. Mas, e se fosse possível ver o mundo por meio dos objetos? Algo que somente a ficção permite: o nosso mundo pela ótica de um liquidificador. Como diria a galera da primeira idade: sinistro, não?"
